Com o passar dos anos, a agricultura vem evoluindo gradativamente, apresentando avanços tecnológicos, especialmente nas tecnologias de aplicação, e surge a dúvida sobre qual dispositivo ou equipamento utilizar nas aplicações de produtos agrícolas, visando sua viabilidade econômica e questionando qual tecnologia de aplicação possui menor custo.
A aplicação de produtos fitossanitários possui grande importância no cenário agrícola, apresentando diferentes tecnologias que podem ser utilizadas, como drones, pulverizadores montados e pulverizadores autopropelido, o que possibilita aos produtores rurais definir estratégias de manejo em sua área, viabilizando os seus custos de produção, para que não ocorram gastos desnecessários, sendo a escolha da tecnologia de aplicação, crucial para que ocorra o controle desejado e diminuindo os danos a cultura presente no campo. A utilização de drone de pulverização, é uma estratégia que vem sendo muito utilizada para aplicação de produtos químicos e biológicos.
Barbizan e Cavachioli (2022) explicam que o drone de pulverização é de suma importância para a utilização de produtos fitossanitários, obtendo menores custos financeiros, menor tempo de trabalho e a diminuição dos danos à saúde por meio da aplicação a distância, além da menor perda por amassamentos das culturas. Apesar dos avanços, existe uma limitação relacionada à autonomia de voo, devido à baixa capacidade de carga e durabilidade da bateria. Segundo Mais Soja (2018), os drones possuem baterias com autonomia de 20 minutos, o que é baixa, sendo um déficit em relação ao seu sistema de energia, o qual é extremamente necessário para exercer a pulverização.
Outra estratégia de pulverização é o uso do pulverizador autopropelido, que de acordo com Pinto (2021), são maquinários que possuem um chassi alto e com vão livre 4Revista Acadêmica On-line, Brasil,v.12, n.62, p. 01-33, 2026. elevado permitindo a aplicação em estágios mais avançados da cultura, a fim de aplicar de produtos agroquímicos em diferentes culturas. Porém, conforme Oliveira et al.(2017), os equipamentos de pulverização terrestres possuem desvantagens de causar amassamento nas culturas, em virtude do traçado gerado por conta dos pneus dos maquinários no momento de operação.
Diante das diferentes tecnologias de aplicação de produtos, a aplicação de defensivos agrícolas é uma etapa crítica dentro do manejo. Uma escolha inadequada pode gerar:
- Baixa eficiência no controle de pragas e doenças
- Desperdício de insumos
- Aumento nos custos de produção
- Danos à cultura (como amassamento ou deriva)
Por isso, a escolha da tecnologia deve considerar fatores como tamanho da área, tipo de cultura, topografia, estágio da planta e capacidade operacional.
O destaque dos drones na agricultura moderna
Nos últimos anos, os drones agrícolas ganharam destaque como uma solução inovadora. Sua principal vantagem está na capacidade de realizar aplicações de forma precisa e sem contato direto com a cultura. Em áreas com relevo irregular, terrenos encharcados ou culturas sensíveis ao amassamento como hortaliças ou lavouras em estágios mais avançados , o drone se torna uma ferramenta extremamente eficiente.
Imagine, por exemplo, uma área onde o solo está úmido após uma chuva recente. Um pulverizador terrestre poderia causar compactação do solo ou até atolar, enquanto o drone consegue operar normalmente, realizando a aplicação de forma uniforme.
Além disso, o drone reduz significativamente a exposição do operador aos produtos químicos, já que toda a operação é feita de forma remota. Outro ponto relevante é a agilidade em aplicações localizadas. Em casos de focos específicos de pragas, o produtor pode atuar diretamente na área afetada, economizando produto e evitando aplicações desnecessárias no restante da lavoura.
Por outro lado, essa tecnologia ainda apresenta limitações importantes. A autonomia de voo, geralmente em torno de 20 minutos, e a baixa capacidade de carga exigem interrupções frequentes para troca de bateria e reabastecimento. Em uma propriedade extensa, isso pode comprometer a produtividade operacional. Na prática, isso significa que, embora o drone seja altamente eficiente em áreas menores ou aplicações pontuais, ele pode não ser a melhor escolha para grandes extensões onde o volume de aplicação é elevado.
Onde os autopropelidos dominam a agricultura?
É nesse contexto que os pulverizadores autopropelidos se destacam. Projetados para alta performance, esses equipamentos são ideais para grandes propriedades que demandam velocidade e capacidade operacional. Com barras de pulverização amplas e tanques de grande volume, conseguem cobrir grandes áreas em menos tempo, o que é fundamental em janelas curtas de aplicação como no controle de determinadas pragas que exigem ação rápida.
Um exemplo claro é o de grandes lavouras de soja ou cana-de-açúcar, onde o tempo é um fator crítico. Um pulverizador autopropelido consegue realizar a aplicação em dezenas ou até centenas de hectares por dia, garantindo que toda a área receba o tratamento no momento correto. Além disso, seu vão livre elevado permite a aplicação mesmo em estágios mais avançados da cultura, reduzindo o risco de danos diretos às plantas.
Entretanto, essa eficiência vem acompanhada de alguns desafios. O alto custo de aquisição e manutenção pode ser um impeditivo para pequenos e médios produtores. Além disso, mesmo com tecnologia avançada, ainda há o problema do amassamento causado pelos pneus, que pode gerar perdas produtivas ao longo do tempo. Em culturas mais sensíveis ou em espaçamentos reduzidos, esse fator deve ser considerado com atenção.
Entre essas duas tecnologias, os pulverizadores montados surgem como uma alternativa intermediária bastante utilizada no campo. Acoplados a tratores, eles oferecem um bom equilíbrio entre custo e eficiência, sendo uma opção viável para propriedades de pequeno e médio porte. Seu investimento inicial é mais acessível, e a manutenção tende a ser mais simples quando comparada aos autopropelidos.
Qual a melhor escolha?
Na prática, um produtor que já possui um trator pode adaptar sua operação com um pulverizador montado, reduzindo custos e mantendo uma boa eficiência na aplicação. No entanto, sua capacidade operacional é menor, o que pode demandar mais tempo para cobrir grandes áreas. Além disso, assim como os autopropelidos, também podem causar amassamento na cultura, especialmente se não houver um planejamento adequado das linhas de tráfego.
Diante desse cenário, a escolha entre drone ou pulverizador não deve ser feita de forma isolada, mas sim estratégica. Não existe uma tecnologia universal que atenda perfeitamente todas as situações. Um produtor com áreas pequenas e irregulares pode se beneficiar muito mais do uso de drones, enquanto outro, com grandes extensões de cultivo, encontrará no pulverizador autopropelido a melhor solução.
Inclusive, uma tendência crescente no campo é a combinação dessas tecnologias. Um exemplo prático disso é utilizar o autopropelido para aplicações em larga escala e o drone para correções localizadas ou áreas de difícil acesso. Essa integração permite otimizar recursos, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência do manejo.
No fim das contas, a pergunta “drone ou pulverizador?” não tem uma resposta única. A melhor escolha será sempre aquela que considera a realidade da propriedade e busca o máximo desempenho com o menor custo possível. Em um cenário agrícola cada vez mais competitivo, investir na tecnologia certa de aplicação pode ser o diferencial entre uma safra comum e uma operação altamente lucrativa.
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