Como Melhorar a Aplicação de Defensivos Agrícolas e Evitar Prejuízos.

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pulverizador

A tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas tem como objetivo controlar pragas, fitopatógenos e plantas invasoras que prejudicam a produção de grãos, frutas, flores, hortaliças e plantas ornamentais. O domínio dessa técnica garante aplicações mais eficientes, maior segurança ambiental e melhores resultados econômicos.

Para alcançar esses resultados, administradores rurais, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas precisam conhecer os principais parâmetros da pulverização. Os defensivos podem ser aplicados em forma de gotas, pó ou grânulos, e cada situação exige bicos, regulagens e métodos de calibração específicos.

A importância da escolha correta dos bicos

A seleção adequada dos bicos de pulverização influencia diretamente a qualidade da aplicação. Cada tipo de cultura e produto exige um padrão de gotas específico para garantir cobertura uniforme e reduzir desperdícios.

Além disso, a calibração correta dos pulverizadores evita falhas na distribuição e melhora o aproveitamento do defensivo agrícola.

Deriva: um dos principais desafios da pulverização

A deriva é um dos maiores problemas durante a aplicação de defensivos agrícolas. Ela ocorre quando parte do produto não atinge o alvo desejado, podendo contaminar o meio ambiente, culturas vizinhas e até o aplicador.

Além dos impactos ambientais, a deriva reduz a eficiência da pulverização e aumenta os custos de produção.

Tipos de deriva

Endoderiva

A endoderiva acontece dentro da própria cultura. Nesse caso, gotas atravessam a folhagem ou escorrem para o solo após o excesso de aplicação. Esse problema é mais comum em aplicações com alto volume e gotas muito grandes.

Como consequência, podem ocorrer danos ao solo, desperdício de produto e impacto sobre insetos benéficos.

Exoderiva

A exoderiva ocorre quando as gotas são levadas para fora da área de aplicação pela ação do vento ou da evaporação. Esse tipo de deriva representa grande risco de contaminação ambiental e prejuízos em culturas sensíveis próximas.

Diferença entre gotas finas e gotas grossas

As gotas finas apresentam melhor cobertura e maior capacidade de penetração nas plantas. Porém, são mais suscetíveis à evaporação e à deriva.

Já as gotas grossas possuem menor risco de evaporação e deriva, mas apresentam maior dificuldade de penetração e podem causar escorrimento.

Por isso, o tamanho ideal das gotas deve considerar o alvo, o produto utilizado e as condições climáticas.

Como as condições climáticas afetam a pulverização

Temperatura elevada e baixa umidade relativa do ar favorecem a evaporação das gotas. Esse processo reduz a eficiência da aplicação e pode causar danos em áreas não-alvo.

Para minimizar perdas, recomenda-se realizar a pulverização em horários mais amenos, com menor incidência de vento e temperaturas moderadas.

Cuidados com a limpeza do pulverizador

Após a pulverização, a limpeza adequada do equipamento é fundamental para evitar contaminações futuras e aumentar a vida útil do pulverizador.

Segundo Ciati et al. (2004), alguns procedimentos são essenciais:

  • Colocar água limpa no tanque;
  • Retirar bicos e filtros da barra;
  • Acionar o sistema hidráulico para limpeza;
  • Limpar os filtros da bomba;
  • Lubrificar a bomba;
  • Higienizar bicos e filtros com escova macia;
  • Guardar o equipamento em local coberto e ventilado.

Tecnologia para melhorar a aplicação de defensivos agrícolas

Os avanços tecnológicos têm contribuído para aplicações mais eficientes e seguras. Pensando nisso, a Bomsistema® desenvolveu o Porta Bico Duo®, solução que proporciona maior uniformidade e melhor controle de gotas, independentemente da velocidade de aplicação.

O sistema conta com dupla atuação dos bicos e opção com eliminação de ar, reduzindo falhas e melhorando a eficiência operacional no campo.